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Saiba mais sobre o tinnitus, o zumbido constante nos ouvidos

  • Dia 5 de Março de 2018

Imagine ouvir um zumbido incessante no ouvido ou às vezes dentro da cabeça. Um barulho constante que nunca acaba e que atrapalha a concentração, as conversas e até o sono. Esse zumbido é chamado pelos médicos de tinnitus ou acufeno.

A causa mais comum para esse problema pode ser a perda auditiva, mas ele pode estar relacionado também a uma série de fatores: exposição a ruídos muito altos, perfuração no ouvido, estresse, uso de drogas, problemas na ligação entre a mandíbula e o maxilar e até lesões na cabeça.

Cientificamente, o tinnitus se considera que a sensação auditiva (zumbido) decorre de alteração da atividade dos núcleos cerebrais da audição. Isso quer dizer que são enviados estímulos para o cérebro sem que haja uma fonte externa de ruído que os produza.

O uso constante de fones de ouvido em volume alto, o trabalho em ambientes ruidosos, como eventos musicais, uso de armas de fogo ou manipulação de fogos de artifício, sem nenhuma proteção auditiva são causas que devem ser destacadas. Alguns especialistas apontam que é provável que o tinnitus também esteja relacionado a desvios de coluna, alterações cardiovasculares e diabetes.

Os tipos de zumbido podem variar bastante, assim como sua intensidade. Pode ser um assobio em alta frequência ou um chiado, como o barulho de algo fritando. Há também o zumbido pulsátil, que se manifesta no ritmo do coração.

Consequências

A perda auditiva é a principal causa de zumbido. Estudos recentes indicam que há um certo tipo de perda auditiva oculta que pode acometer grande parte da população adulta, e que ainda sem causar alteração auditiva, é suficiente para gerar tinnitus.

Outros efeitos associados são: problemas psicológicos (problemas emocionais e depressão, as pessoas sentem-se solitárias e com dificuldade de concentração), físicos e sociais. Sonolência, desespero, frustração, dor de cabeça, irritação com facilidade e dificuldade para dormir completam o quadro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 278 milhões de pessoas no mundo tem a patologia, sendo 28 milhões no Brasil. Não há explicação, mas ele acomete mais o sexo feminino.

Tratamento

Antes de tudo, é sempre bom lembrar que, para qualquer problema de saúde, o paciente deve procurar um médico qualificado. Os médicos do CEOL são especialistas em ouvido, nariz e garganta, o que facilita o fechamento do diagnóstico correto e recomendação do melhor tratamento.

A internet está cheia de anúncios de medicamentos, tratamentos com ervas medicinais, terapia e hipnose. Não caia nessa armadilha. Para o tinnitus, ainda não há uma cura comprovada cientificamente. Mas existe uma série de tratamentos disponíveis.

A melhor forma de tratamento é a avaliação dos “gatilhos”, elementos que fazem o zumbido se manifestar ou se acentuar, pelo especialista, e atuação na sua redução ou remoção.

Há tratamentos ainda que se baseiam na convivência com a enfermidade, como se reunir com outras pessoas que têm o mesmo problema e compartilhar experiências. Isso também pode ser um grande aliado ao restabelecimento de uma convivência social.

Para os que têm problema para dormir, já que a noite é o momento mais silencioso do dia, existem também técnicas para um sono melhor. Exercício físico regular, relaxamento e até aparelhos que simulam sons de natureza podem auxiliar.

As técnicas para tratamento são extensas e tem o objetivo de reduzir sintomas e promover qualidade de vida. Atualmente a terapia medicamentosa e a Terapia de Retreinamento do Tinnitus (TRT) são consideradas como primeira escolha para o tratamento. Outras técnicas atualmente utilizadas são a mindfulness e métodos de mascaramento do zumbido.